Sempre na minha mente e no coração...

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Corcovado ou Cristo Redentor, lindo !!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

UNIVERSO ... A Terra passará por 6 dias de escuridão?

por Cássio Barbosa


Você recebeu um e-mail, viu um link compartilhado ou mesmo alguém te alertou.

- Cara, a Terra passará por um período de 6 dias de escuridão!
- Ah é? Esqueceram de pagar a conta?
- É sério, cara! A NASA confirmou! É uma tempestade solar, tem um site falando sobre isso! A tempestade vai lançar uma grande nuvem de poeira sobre a Terra, causando uma escuridão que vai durar seis dias! Não vai ser o fim do mundo, mas vai causar medo, terror e o caos! A NASA falou, pode acreditar.
- Hmmm, sei não. Deixa eu ver o quê o Observatório tem a dizer sobre isso...

Opa, aqui estamos!

Pois é, essa história está se alastrando pelas redes sociais principalmente e algumas pessoas já me procuraram para saber do que se trata. Em uma palavra: lixo!

O tal "alerta" da NASA teria sido divulgado numa conferência ocorrida no meio de outubro. Nesse comunicado, cientistas da agência espacial americana estariam alertando para a ocorrência de uma tempestade solar violenta que lançaria uma gigantesca nuvem de poeira sobre a Terra. Com isso, entre os dias 16 e 22 de dezembro, a Terra estaria imersa em profunda escuridão.

Primeiro aos fatos.

Nenhuma tempestade solar causa a formação e muito menos o lançamento de poeira. Existem episódios de Ejeção de Massa Coronal (CME em inglês) quando o Sol libera uma pequena nuvem de gás para o espaço, mas o gás não tem poeira, não produz poeira e mesmo que atinja a Terra, não escurece o céu. Tanto a matéria ejetada pelo Sol numa CME, quanto a radiação emitida numa explosão solar são barradas pelo campo magnético da Terra ou pela alta atmosfera, que atuam como um escudo. Nada disso vai causar qualquer efeito na superfície, ou seja, nenhuma chance de um evento desses levantar a poeira do solo para produzir a escuridão citada.

Outra coisa, para percorrer a distância entre o Sol e a Terra em 2 meses, de acordo com o alerta, a tal nuvem de poeira teria que se deslocar a uma velocidade de 28 km/s. Isso não é nada em termos do vento solar, que tem valores médios de 400 km/s. Com uma velocidade tão baixa é provável que essa nuvem nunca se desprendesse do Sol, seja ela composta de poeira, de gás ou de qualquer coisa. Para se libertar da atração gravitacional do Sol qualquer coisa precisa ter uma velocidade mínima de 618 km/s.

De argumentos científicos já está bem explicado, mas se alguém tiver a curiosidade de fuçar mais um pouco e chegar no site que publicou o tal alerta vai ver coisas interessantes. Os caras se embananam na hora de converter o número de dias e as horas correspondentes que vai durar o período de escuridão. Fazendo as contas, dá 3 dias, depois dá 9 dias e o anúncio fala em 6. Perdido num cantinho tem uma nota dizendo que o site é "uma combinação de uma notícia chocante real e entretenimento satírico para manter os visitantes em estado de descrença." Sem falar no fato que esse "alerta" já foi dado em 2011, foi requentado para o fim do mundo em 2012 e voltou agora em 2014.

Como eu havia dito, lixo!

Talvez esse boato tenha sido re-requentado por causa de uma notícia, verdadeira, a respeito do Sol. Por esses dias, foi muito comentado o surgimento de uma gigantesca mancha solar. Chamada de AR 2192, a mancha tem aproximadamente o tamanho de Júpiter! Em condições favoráveis, seja com o uso de filtros apropriados, ou naquelas horas do por do Sol em que ele fica bem vermelho, já próximo do horizonte, a mancha podia ser vista a olho nu. Essa foi a maior mancha solar já registrada desde 1990!

Reprodução


O Sol tem um ciclo de atividade magnética bem conhecido com um período de mais ou menos 11 anos, alternando períodos de máximos e mínimos. Esse períodos podem ser verificados através do número de manchas solares, por exemplo. Mas os últimos ciclos têm sido muito esquisitos, o Sol parece que não está seguindo o roteiro.

As manchas solares são região ativas do Sol e podem proporcionar eventos violentos, como eventos rápidos e violentos de alta energia e CMEs, mas em nenhum dos casos há formação ou ejeção de poeira. Uma região ativa como a AR 2192 poderia ter causado uma tempestade magnética e tanto, tivesse ela sofrido uma erupção violenta. Nas aqui na Terra não seríamos afetados diretamente, como eu já falei, o campo magnético terrestre e a atmosfera nos blindam desses eventos, mas certamente sentiríamos os efeitos dessa explosão de modo indireto.

Nossa vida é profundamente dependente de equipamentos elétricos e eletrônicos. Uma tempestade magnética muito intensa colocaria em risco os satélites em órbita da Terra. Sempre que há algum risco em potencial, alguns satélites são colocados em hibernação, desligando todos os sistemas não vitais para tentar preservar a eletrônica. Os telescópios espaciais fazem isso sempre. Mas alguns satélites não podem se dar ao luxo disso, como os satélites de comunicação e os de GPS. Num evento muito energético, como uma explosão de classe X que esteja voltada diretamente para a Terra, correríamos o sério risco de ficar sem comunicação via satélite e perderíamos o posicionamento via GPS. Mais do que bagunçar a procura por aquele restaurante bacana escondido em uma ruazinha perdida na sua cidade, aviões e plataformas de petróleo ficariam literalmente à deriva. Até mesmo comunicações via rádio de alta frequência seriam afetadas, causando um blecaute em rádio. Estações e redes de transmissão de eletricidade em países muito ao norte ou ao sul do planeta poderiam ser danificadas.

Muito catastróficas minhas previsões? Nem tanto, isso já ocorreu em menor escala no passado, tipo a década de 1990, quando nossa dependência desses sistemas era bem menor e por isso os efeitos não foram tão percebidos. Mas nós quase passamos por isso recentemente!

Em julho de 2012 aconteceu uma super tempestade solar, a maior em 150 anos. A nuvem de matéria ejetada pela CME passou muito perto da Terra, mas não a atingiu. De acordo com um estudo publicado por Daniel Baker da Universidade do Colorado em dezembro de 2013, se essa CME tivesse atingido a Terra, estaríamos juntando os cacos até hoje! Muito provavelmente teríamos perdido uma boa pare dos satélites de comunicação e até mesmo a internet teria sido derrubada.

Felizmente a AR 2192 já está fora da nossa linha de visada e já não oferece nenhum risco. Em poucos dias, por causa da rotação do Sol, ela vai para a parte de trás dele e deixará de ser vista. Como o período de rotação do Sol é de 25 dias, no final de novembro vamos ver se a AR 2192 ainda se mantém, mas o certo é que nem ela, nem outra mancha vai fazer a Terra imergir em um período de escuridão total. Avisa lá o seu colega que está espalhando o boato que ele pode ficar tranquilo!
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/observatorio/post/terra-passara-por-6-dias-de-escuridao.html

UNIVERSO ... O maior truque de perspectiva do universo

O maior truque de perspectiva do universo
Galáxias em perspectiva
Esta incrível imagem feita pelo Hubble mostra o que parece ser a fusão de duas galáxias, mas em realidade é apenas um truque de perspectiva.
As galáxias NGC 3314 estão alinhadas de acordo com o nosso ponto de vista aqui da Terra, mas distantes uma da outra.

Baixe a imagem em alta resolução para utilizá-la como papel de parede no seu computador. [LiveScience]

UNIVERSO ... A foto mais colorida já tirada do universo

A foto mais colorida já tirada do universo
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Astrônomos da NASA, utilizando o telescópio Hubble, conseguiram captar a foto mais colorida já vista do espaço. Segundo os especialistas, a imagem fornece o “elo perdido” na formação de estrelas, e é composta por exposições separadas capturadas entre 2003 e 2012. A imagem foi formada através de um estudo chamado Cobertura Ultravioleta do Campo Ultra Profundo do Hubble (HUDF, na sigla em inglês). Combinando toda a gama de cores disponíveis no Hubble, desde a luz ultravioleta até a infravermelha, e utilizando 841 órbitas diferentes do telescópio, a imagem mostra cerca de 10.000 galáxias, que se estendem até a apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.
Antes deste estudo com a abrangência ultravioleta, os cientistas estavam em uma posição difícil. Algumas missões espaciais conseguiam estudar de forma satisfatória algumas galáxias próximas da nossa usando apenas a capacidade do infravermelho do Hubble, e outras estudaram o nascimento de estrelas nas galáxias mais distantes, que aparecem para nós em seus estágios mais primitivos, devido à quantidade significativa de tempo necessária para que a luz de estrelas distantes viaje em uma faixa visível. Mas, entre essas duas distâncias, no período em que a maioria das estrelas do universo nasceu uma distância que se estende desde cerca de 5 até 10 bilhões de anos-luz os cientistas não tinham dados suficientes.
“Estávamos tentando entender a história das famílias, sem saber sobre as crianças do primeiro grau. A adição do ultravioleta preenche esta lacuna”, exemplifica Harry Teplitz, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos. A luz ultravioleta vem das estrelas mais quentes, maiores e mais jovens. Ao observá-las nestes comprimentos de onda, os pesquisadores obtêm um olhar direto sobre que galáxias estão formando estrelas e onde as estrelas estão se formando dentro dessas galáxias. Essa é a primeira imagem da combinação desta nova tecnologia ultravioleta e a já usada luz infravermelha. [Science Daily]
  • http://hypescience.com/foto-mais-colorida-ja-tirada-universo/

UNIVERSO ... Dançando com a galáxia NGC 3718

Dançando com a galáxia NGC 3718

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Uma olhada cuidadosa nesta imagem revela um surpreendente número de galáxias próximas e distantes, na direção da constelação da Ursa Maior.

A galáxia que mais se destaca é a NGC 3718, aquela espiral torcida próxima do centro da imagem. Os braços da NGC 3718 parecem torcidos e esticados, manchados por grupos de jovens estrelas azuis. Algumas nuvens de poeira escurecem as regiões centrais, mais amarelas.

A meros 150.000 anos-luz de distância, à direita, há outra enorme galáxia espiral, NGC 3729. As duas provavelmente estão interagindo gravitacionalmente, o que causou o aspecto peculiar da NGC 3718.

Visível próximo a este par de galáxias, que está a cerca de 52 milhões de anos-luz, o notável Grupo Hickson 56 também pode ser visto sobre a NGC 3718, mais próximo à borda superior da imagem. O Grupo Hickson 56 consiste de cinco galáxias que estão interagindo e está a mais de 400 milhões de anos-luz de distância.

Esta foto foi escolhida como vencedora da Competição de Astrofotografia David Malin de 2013, e foi feita porMartin Pugh, do Heaven’s Mirror Observatory. Você pode baixá-la em alta resolução e usar como papel de parede no seu computador. [NASA APOD]

UNIVERSO ... Galáxia NGC 3370 em foto incrível

Galáxia NGC 3370 em foto incrível



Semelhante em tamanho e grande projeto para a nossa própria Via Láctea, a galáxia espiral NGC 3370 fica a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância, na direção da constelação de Leo.
Gravada em detalhes requintados pela câmera avançada do telescópio espacial Hubble para avaliações, a grande e a bela face em espiral da galáxia rouba o show, mas a imagem nítida também revela uma impressionante variedade de galáxias de fundo, espalhadas pelo universo mais distante.
Olhando para dentro da NGC 3370, os cientistas podem estudar estrelas pulsantes individuais conhecidas como Cefeides, que por sua vez podem ser utilizadas para determinar com precisão a distância destas galáxias.
A NGC 3370 foi escolhida para este estudo, pois, em 1994, a galáxia espiral também era o lar de uma explosão estelar bem estudada um tipo de supernova. Combinando a distância conhecida a esta supernova padrão, baseada nas medidas da Cefeida, com as observações de supernovas em distâncias ainda maiores, é possível revelar o tamanho e a taxa de expansão do próprio universo.
Você também pode baixar esta imagem em alta resolução. [NASA]

UNIVERSO ... Foto espacial: NASA divulga imagem impressionante de Andrômeda

Foto espacial: NASA divulga imagem impressionante de Andrômeda
Andromeda
Diariamente, a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) divulga uma foto surpreendente em seu site oficial. Desde 16 de junho de 1995, já foram publicadas quase 7 mil fotografias na página “Astronomy Picture of the Day”, sempre com uma explicação escrita por pesquisadores.
No último dia 30 de julho, foi postada a imagem acima também conhecida como “a mais forte candidata ao seu novo plano de fundo”. A foto ilustra Andrômeda, a grande galáxia mais próxima da nossa Via Láctea. Acredita-se que a nossa galáxia seja muito parecida com ela e, juntas, as duas dominam o Grupo Local de galáxias.
É frequente que se refira a Andrômeda como M31, uma vez que é o objeto 31 na lista do Catálogo Messier, compilado pelo astrônomo francês Charles Messier. Segundo os astrofísicos Jerry T. Bonnell e Robert J. Nemiroff, a luz difusa da M31 é gerada pelas centenas de bilhões de estrelas que a compõem. As várias estrelas distintas que cercam a imagem pertencem, na verdade, à nossa galáxia e estão bem à frente do objeto de fundo.
A M31 está tão distante que leva cerca de dois milhões de anos para sua luz chegar até nós vinda de lá. Embora a galáxia seja visível a olho nu, a imagem acima foi tirada com uma câmera padrão através de um pequeno telescópio. Muito sobre Andrômeda permanece um mistério, incluindo como ela adquiriu seu incomum núcleo duplo. [NASARobert Gendler]
http://hypescience.com/foto-espacial-nasa-divulga-imagem-impressionante-de-andromeda/

UNIVERSO ... NASA detecta sinal misterioso a 240 milhões de anos-luz de distância

NASA detecta sinal misterioso a 240 milhões de anos-luz de distância
NASA matéria escura
Um sinal de raios-X misterioso foi encontrado em um aglomerado de galáxias, e cientistas estudam a possibilidade intrigante de que tenha sido produzido pela decomposição de neutrinos estéreis, um tipo de partícula que tem sido proposta como um candidato para a matéria escura.
Os astrônomos pensam que a matéria escura constitui 85% da matéria do universo, mas como ela não emite nem absorve luz como a matéria “normal” (prótons, nêutrons e elétrons), os cientistas devem usar métodos indiretos para procurar pistas dela.
A observação do sinal foi feita com informações de 17 dias coletas pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA e o XMM-Newton da Agência Espacial Europeia (ESA). Apesar do potencial dos resultados, eles devem ser confirmados com dados adicionais para descartar outras explicações e determinar se é plausível que a matéria escura foi de fato observada.

A explicação

Os cientistas encontram uma “linha” de emissão de raios-X não identificada, ou seja, um aumento de intensidade em um comprimento de onda muito específico de luz de raios-X, no aglomerado de galáxias Perseus, a 240 milhões de anos-luz de nós, um dos objetos de maior massa conhecidos do universo. Ele abriga milhares de galáxias imersas em uma vasta nuvem de gás.
Os cientistas também detectaram a linha em um estudo combinado de 73 outros aglomerados de galáxias, feito com o XMM-Newton.
Os pesquisadores sugerem que esta linha de emissão pode ser uma assinatura do decaimento de um “neutrino estéril”. Neutrinos estéreis são um tipo hipotético de neutrino previsto para interagir com a matéria normal apenas via gravidade. Alguns estudiosos já propuseram que os neutrinos estéreis podem explicar, pelo menos em parte, a matéria escura.
“Nós sabemos que a explicação da matéria escura é um tiro no escuro, mas seria emocionante se fosse isso”, disse Esra Bulbul, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica em Cambridge, Massachusetts (EUA), que liderou o estudo. “Então, nós vamos continuar a testar esta interpretação e ver onde isso nos leva”.
Um problema é que a detecção desta linha de emissão está no limite das capacidades dos dois observatórios em termos de sensibilidade. Além disso, podem existir outras explicações além de que esse sinal vem de neutrinos estéreis.
Existem maneiras pelas quais a matéria normal poderia ter produzido a linha, embora todas elas envolvam mudanças improváveis na nossa compreensão das condições físicas do aglomerado de galáxias ou detalhes da física atômica de gases extremamente quentes.
De acordo com o estudo atual, mesmo que a interpretação do neutrino estéril estiver correta, a sua detecção não implica necessariamente que toda a matéria escura é composta por estas partículas.
Também, outros pesquisadores já sugeriram que diferentes candidatos a partículas de matéria escura, como o axion, podem explicar melhor o sinal.
“Nosso próximo passo é combinar dados de observações de um grande número de aglomerados de galáxias para ver se encontramos o mesmo sinal de raios-X”, disse o coautor do estudo Adam Foster, também do Centro Harvard-Smithsonian. “Há um monte de ideias por aí sobre o que estes dados poderiam representar. Podemos não saber ao certo até lançarmos um novo tipo de detector de raios-X, que será capaz de medir a linha com mais precisão do que atualmente é possível”. [PhysGizmodo]