Sempre na minha mente e no coração...

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Corcovado ou Cristo Redentor, lindo !!!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Uma regra simples para saber usar a crase

Uma regra simples para saber usar a crase

Editado por Claudia Gasparini, deEXAME.com

Na última semana, separei algumas manchetes para que, hoje, pudesse comentar sobre o uso do acento grave. Analisemos:

“Carta de renúncia deve ser encaminhada à Diretoria”

“Verba direcionada à Educação”

“O pedido de análise já foi enviado à Câmara”

A compreensão sobre o uso do acento grave está em sua “indicação de duas palavras”. O acento grave vale por dois termos.

Note, por exemplo, como “à” pode ser substituído por “para a” – sem que haja alteração alguma de sentido:

“Carta encaminhada para a Diretoria”

“Verba direcionada para a Educação”

“Pedido enviado para a Câmara”

Quando essa substituição (por PARA A) não for possível, o acento grave (em A) não existirá e será apenas prepositivo:

“Carta encaminhada a você”

“Verba direcionada a todos os artistas”

Entendida essa “validade por dois”, vale a pena estudar os casos que envolvem “moda” (como em "à francesa", "à brasileira" etc.); as famosas locuções adverbiais femininas (como em "à medida que", "à zero hora", "às vezes" etc.); os três casos clássicos facultativos. Falaremos desses assuntos em outra oportunidade.

Um grande abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva



http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/uma-regra-simples-para-saber-usar-a-crase

Cinco (5) tópicos de português indispensáveis para todo concurseiro

Cinco (5) tópicos de português indispensáveis para todo concurseiro

Editado por Camila Pati, deEXAME.com

Escrito por Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa do Damásio Educacional

Após o Carnaval, certamente virão excelentes oportunidades no mundo dos concursos públicos. Quanto à nossa Língua, listo hoje importantes pontos gramaticais:

1. NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

A partir deste ano, só valerão as novas regras ortográficas e o examinador deve questionar sobre o princípio das mudanças em relação a alguns paroxítonos e em relação ao uso do hífen. Note que "ideia", "estreia", "creem", "enjoo" justificam-se (sem o acento gráfico), por respeito à regra dos paroxítonos.

Sobre o hífen, "pôr do sol", "pé de moleque", "dia a dia" (em função da existência do conectivo) perdem o bendito sinal.

2. PRONOMES
Os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos) jamais devem iniciar orações, frases, mensagens.

Caso haja alguma expressão negativa (indefinida), são atraídos para antes do verbo. Veja os exemplos: "Não me julgue." e "Nada o desanima.".

3. VERBO

As bancas examinadoras mais tradicionais costumam cobrar o uso normativo do verbo haver, no sentido de existir. Lembre-se: é invariável. Frases como "Houveram desistências." ou "Devem haver propostas." representam grave desvio em relação à língua-padrão.

4. CONJUNÇÃO

Procure fazer uma lista com as conjunções mais "perigosas". É sempre frequente o CESPE afirmar que "conquanto" é sinônimo de "porquanto". Jamais! Conquanto é "apesar de que", "mesmo que"; porquanto é "porque".

5. VÍRGULA

O bom uso da vírgula está condicionado a uma boa visão sintática. Em nossa Língua, as orações pautam-se - na ordem direta - pela relação sujeito-verbo-complemento.

Tal estrutura, de S-V-C, não deve fazer uso de vírgula isolada. Em outras palavras: entre sujeito e verbo (e entre verbo e complemento), não se usa vírgula.


Um grande abraço e até a próxima,
Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva


http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-topicos-de-portugues-indispensaveis-para-todo-concurseiro

Dez (10) dicas para se dar bem em português num concurso público

Dez (10) dicas para se dar bem em português num concurso público

Editado por Claudia Gasparini, deEXAME.com
Com a suposta crise dos concursos públicos, alguns candidatos têm me procurado com diversos questionamentos. Que fazer agora? Como estudar?

Por mais que um ou outro concurso não seja autorizado pelo governo, não há possibilidade de extinção dos processos seletivos.

A questão é ficar antenado e preparar um calendário de estudos para o próximo ano. Afastar-se de curso preparatório é um grande risco.

Na vida de um atleta profissional, por exemplo, é levada em consideração a seguinte estrutura: técnico, academia, equipamento de treino e competição, nutrição, patrocinadores, planilha de treino semanal, calendário de competições. Somam-se a isso recuperação muscular, psicológica e o sono proveitoso.


Geralmente, peço para que o concursando reflita sobre essa rotina de um atleta profissional e procure planejar um ano com bons resultados.


Com a carreira definida, é fundamental ter o seguinte para o bom desempenho em Língua Portuguesa:

1º Mantenha um acervo com cinco ou mais obras gramaticais voltadas a concursos públicos;

2º Tenha à mão obras com milhares de questões comentadas, das provas de concursos anteriores. Pode-se também organizar um HD externo com centenas de provas anteriores;

3º Tenha, no mínimo, um bom dicionário impresso (novo, cheiroso, de edição atualizada);

4º Redija semanalmente, no mínimo, três bons textos dissertativos-argumentativos, sobre temas de sua carreira. Exemplo: quem opta pela carreira policial deve redigir sobre temas da segurança pública, sociologia e atualidades.

5º Assista a aulas presenciais e a distância, com professores-autores;

6º Aprimore o conhecimento literário, cinematográfico, artístico. Para se compreender bem um texto de prova, é necessário ver o detalhe e a arte evolui qualquer mente;

7º Leia blogs de articulistas conhecidos;

8º Tenha acesso a podcasts jurídicos ou jornalísticos;

9º Procure usar as mídias sociais para espalhar conteúdo pautado por boas referências bibliográficas;

10º Dentro do possível, assista a palestras de candidatos aprovados. Espelhe-se em quem já passou pela vida de concursando.

Um concursando profissional assemelha-se muito ao atleta profissional; a seriedade, a disciplina são idênticas. Com bons técnicos e boa estrutura, o resultado é certo.

Um grande abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10-dicas-para-se-dar-bem-em-portugues-num-concurso-

Como é uma redação com nota praticamente máxima em concurso

Como é uma redação com nota praticamente máxima em concurso

Jovem escrevendo: "em um concurso público, seja simples, direto ao ponto"
Editado por Camila Pati, deEXAME.com

* Escrito por Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa do Damásio Educacional

Como é uma redação com a nota praticamente máxima, em um concurso público? Com a alta concorrência, objetividade e adaptação ao tema são critérios muito valorizados pela banca examinadora.

Em recente prova, diante da cobrança do tema ACESSO AO DOCUMENTO DE IDENTIDADE E EXERCÍCIO DA CIDADANIA, um candidata assim inicia o texto:

“Direitos e deveres compõem a cidadania. Tais aspectos são passíveis de controle pelo Estado. Para garantir o acesso aos direitos fundamentais existentes na Carta Magna, o indivíduo necessita se transformar em ser juridicamente existente, material. Essa prerrogativa se torna palpável com a emissão do documento de identidade.”

Nota-se nessa introdução textual a adequação ao tema, o uso de palavras-chaves ligadas ao tema proposto e o reforço da tese com “Essa prerrogativa se torna palpável com a emissão do documento de identidade”. Escritora simples e direta – examinadores admiram tais características.

Visando à ilustração dos argumentos, no primeiro parágrafo do desenvolvimento, a candidata usa exemplo concreto:

“Em tempos recentes, o poder público se deslocava até povoados em áreas rurais realizando plantões para conceder documentação básica. Com a transformação histórica enfrentada pelo Brasil, a população migrou para a cidade. Diante disso, o indivíduo consegue com mais facilidade se encaminhar para os locais de emissão de documento de identidade.”

Apesar de esquecer vírgula antes do gerúndio “realizando”, o parágrafo demonstra desenvoltura vocabular e ideológica. Sempre deixo claro aos meus leitores: ilustrem a argumentação, usem exemplos concretos, como em “(...) o poder público se deslocava até povoados em áreas rurais(...)”. Além disso, valoriza-se muito o uso de referências bibliográficas de peso, como nomes de autores ou obras ligados à temática proposta.

No momento da conclusão, do fechamento do texto, além do reforço da tese, pode-se também apresentar uma “solução do problema” (caso exista). Vejamos:

“Assim, o acesso ao documento de identidade transforma a vida e suas relações. Além de fornecer subsídios de controle, regulamentação e gestão governamental. É o que garante ao indivíduo sua capacidade de existir, responder pelos seus atos e usufruir do que lhe é dado.”

Gramaticalmente, não havia a necessidade do uso de ponto antes de “Além” – bastava vírgula.

Do ponto de vista semântico, conclusão consciente em relação aos parágrafos anteriores e complemente adaptada à importância do documento de identidade e o exercício da cidadania.

Em um concurso público, seja simples, direto ao ponto, seguindo os preceitos da língua-padrão.

Um abraço e até a próxima! Estou no Twitter!

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-e-uma-redacao

O que é essencial para estudar português para concursos

O que é essencial para estudar português para concursos
Livros: obras gramaticais novas são aliadas do concurseiro
Editado por Camila Pati, deEXAME.com

Mesmo com a crise que se instala no país, é coerente abandonar a preparação para os concursos públicos?

Língua Portuguesa, por exemplo, é uma matéria que depende do hábito, da repetição, de provas anteriores comentadas e leitura. Interromper esse processo custa caro.

Há quinze anos, tenho o contato diário com questões linguísticas e afirmo: sempre encontro lições importantes pelo caminho.

Para quem inteligentemente continuará a caminhada do aprendizado, os editais – em sentido genérico – cobram PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, CONJUNÇÃO, VÍRGULA, CONCORDÂNCIA, REGÊNCIA (CRASE), na parte gramatical. Os outros pontos microestruturais, como Acentuação e Ortografia, merecem aquela boa revisão.

Quanto ao material de treino, saiba que isso fará total diferença. Vale aqui a comparação com o atleta que possui tênis, alimentação, descanso, suplementação: o resultado aparece mesmo. Para os estudos de Língua Portuguesa, são essenciais:

a) Três a cinco obras gramaticais novas, de autores consagrados no mercado, do mundo dos concursos públicos;

b) Três a cinco obras com questões de Texto e Gramática comentadas. Tenha acesso a milhares de exercícios comentados, todas de concursos públicos;

c) O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (famoso VOLP), para conferência ortográfica, principalmente no momento de produção textual;

d) Um HD externo, com centenas e centenas de provas anteriores;

e) Tente não se isolar apenas com cursos online, pois a boa escrita depende muito da prática e auxílio do professor.

No mais, tire sempre todas as dúvidas existentes; a formatação de uma boa planilha de estudos, por exemplo, pode ajudar muito; valorize o momento de correção de suas produções textuais.

Uma visão aguçada, perante tantas regras gramaticais, depende de muito treino e de um certo tempo.
Um abraço, até a próxima e estou no Instagram!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-que-e-essencial-para-estudar-portugues-para-concursos

Oito (8) dúvidas de português que atormentam muita gente

Oito (8) dúvidas de português que atormentam muita gente


Editado por Camila Pati, deEXAME.com
* Escrito por Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa e autor gramatical pela Saraiva

Para esta semana, reuni as dúvidas mais comuns presentes nos comentários desta coluna semanal sobre a nossa Língua Portuguesa.

1. ATENUANTE é palavra masculina ou feminina?

É palavra feminina: uma atenuante, a atenuante. Vejamos a frase: "A atenuante, no caso de doping, foi o fato de a substância ser reconhecida há pouco tempo pelo Conselho."

2. BAIUCA ou BAIÚCA?

De acordo com as novas regras ortográficas, os hiatos precedidos de ditongo decrescente não fazem mais uso do acento gráfico. Seguem essa nova norma: Sauipe, Guaiuba, feiura, bocaiuva etc.

3. CÃIBRA ou CÂIMBRA?
As duas formas estão corretas, porém é mais comum a primeira.

4. CHEGAR EM CASA?
Caso você responda a uma prova de concurso público, por exemplo, só vale o padrão: CHEGAR A CASA. O verbo "chegar", intransitivo, só aceita a preposição "a".

Apesar disso, muitos estudiosos, há consideráveis anos, já defendem o uso da preposição "em".

Fica a dica: em processos seletivos, apenas a preposição "a".

5. DELAÇÃO ou DILAÇÃO?

A palavra "delação" significa denúncia: "As delações premiadas têm ajudado muito a Justiça."

Dilação é prorrogação: "O jogo teve uma dilação de cinco minutos."

6. DE MANHÃ ou PELA MANHÃ?

Ambas as construções estão corretas.

7. ESTAR DE FÉRIAS ou ESTAR EM FÉRIAS?

A semântica das preposições merece enorme respeito. Sendo assim, "em" significa "lugar ou tempo em que se está": estar em férias, estar no trabalho, estar no intervalo, estar em casa.

8. EXPORTAR PARA FORA?

Famoso pleonasmo vicioso, redundância viciosa, já que "exportar" significa "transportar para fora": "Sousa exporta alimentos integrais."

Um abraço, até a próxima e siga-me pelo Instagram!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa
Autor Gramatical pela Editora Saraiva


http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-duvidas-de-portugues-que-atormentam-muita-gente

CARREIRA... Cuidados que não podem faltar com a linguagem nas redes

Cuidados que não podem faltar com a linguagem nas redes

Redes sociais: pessoas de destaque procuram planejar suas "postagens"

Editado por Camila Pati, deEXAME.com

* Escrito por Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa e autor gramatical pela Saraiva


Linguagem, substantivo feminino, em um dos seus sentidos, é a forma de expressão própria de um indivíduo, grupo, classe. No mundo corporativo, é fundamental que haja estratégia, planejamento, quanto ao fino trato na forma de expressão.
Fino trato, distante de eventuais preconceitos, refere-se à capacidade de o indivíduo respeitar seus interlocutores e conscientizar-se de padrões - seja por meio da palavra escrita, seja por meio da palavra falada. Quem assim age chega além; passa a ter confiança de gestores; é respeitado perante clientes e colaboradores.
Sobre isso, um bom exercício para a relação "imagem profissional" e "palavra" está no uso das mídias sociais. Pessoas de destaque procuram planejar semanalmente (ou mesmo diariamente) suas "postagens", pensando em maneiras elegantes de "como a sua ação profissional" pode colaborar com empresa, clientes, leitores e possíveis contratantes.
Vamos, aqui, supor um líder (ou aspirante a líder) da Área Financeira:

À segunda-feira, um texto com um esclarecimento sobre o atual cenário econômico, com uma ilustração chamativa;
À terça-feira, uma elucidação sobre um "slide" utilizado em alguma apresentação sua;
À quarta-feira, um vídeo (no ambiente de trabalho) sobre, por exemplo, a importância do investimento em determinados campos do mercado financeiro;
À quinta-feira, dia do famoso "TBT" das mídias sociais, uma crônica sobre sua trajetória na Universidade, seus amigos, seus livros favoritos.
À sexta-feira, redija sobre um bom livro lido. Lembre-se de que seus seguidores admiram muito gente que lê.
Aos fins de semana, cuidado com o excesso de vida pessoal, já que o olhar alheio é sempre muito crítico. Em outras palavras, um deslize pode trazer imensurável prejuízo a seu negócio, a sua biografia.
No entanto, para que haja sucesso na divulgação de tal trabalho, a revisão do texto e a maneira como a palavra é tratada são fundamentais. É possível um líder que conjugue mal determinados verbos, que faça questão de formas prolixas como "Venho por meio desta", que não se atenha aos sinais de pontuação e aos aspectos de concordância? Certamente trágico!
Que sua forma de expressão seja precisa, elegante, sensível!

Um abraço, até a próxima e siga-me pelo Instagram!
Diogo Arrais
@diogoarrais
Autor Gramatical pela Editora Saraiva
Professor de Língua

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