Sempre na minha mente e no coração...

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Corcovado ou Cristo Redentor, lindo !!!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

As regras para escrever textos mais coesos no trabalho

As regras para escrever textos mais coesos no trabalho

Escrita: atenção aos sinais de pontuação é essencial, diz professor

Editado por Camila Pati, deEXAME.com

Na redação corporativa, o bom uso de conectivos contribui (e muito!) para a clareza das informações. Vejamos um trecho de e-mail abaixo:

“Na última semana ocorreu a divulgação da norma onde se estabelece que os colaboradores novatos não participarão do Congresso XYZ e os mesmos deverão estar em trabalho normal.”

Em se tratando de organização textual, devemos ter atenção sempre ao uso dos sinais de pontuação - principalmente quanto ao uso da vírgula. Expressões adverbiais deslocadas, formadas por locução (duas ou mais palavras) devem estar acompanhadas de vírgula. Sendo assim:

“Na última semana, ...”

Um desvio gramatical muito comum em nossa Língua está no uso de “onde”. Esse termo só pode fazer referência a lugar – é o famoso pronome relativo locativo. Sendo assim, para o citado trecho acima, deve-se usar um outro conectivo:

“Na última semana, ocorreu a divulgação da norma na qual se estabelece que...”

Por fim, falemos de uma “muleta linguística” quanto ao uso indevido de “mesmo” no lugar de pronomes ou substantivos. Em suma: é extremamente deselegante usar “mesmo” como elemento de retomada. A solução, pois, é usar um pronome do caso reto, por exemplo:

“Na última semana, ocorreu a divulgação da norma na qual se estabelece que os colaboradores novatos não participarão do Congresso XYZ. Eles deverão estar em trabalho normal.”

Ah! De antemão, quero desejar a você, leitor, um Natal maravilhoso, repleto de frases emotivas e abençoadas pelo Amor da Família.

Um abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-regras-para-escrever-textos-mais-coesos-no-trabalho

Dois (2) exercícios eficientes para treinar leitura dinâmica

Dois (2) exercícios eficientes para treinar leitura dinâmica
Pessoas lendo: treino de 8 minutos já traz resultados ligados à compreensão, concentração e velocidade de leitura

Camila Pati, deEXAME.comSiga-me

São Paulo – Correndo atrás do tempo, ponteiros rodeiam o centro do relógio enquanto o pensamento desfocado também dá lá as suas voltas e vai levando a atenção para longe dos livros e apostilas. Efeito colateral de longas jornadas de estudos, a baixa concentração é reclamação constante entre estudantes e concurseiros, segundo Felipe Lima especialista em memorização e coach da SouGenius.

Algumas ações simples podem reverter o cenário, diz Lima. Estudar ouvindomúsicas que estimulem a concentração, em volume baixo, é uma delas. Melhorar a postura também ajuda. “Sentar-se de forma inadequada, com as costas curvas e forçando o pescoço pode provocar sono, prejuízos à atenção e até lesões musculares e na coluna”, diz Lima.

Resolver exercícios antes mesmo de assistir a uma aula ou ler a teoria é outra maneira de estimular a concentração. Lima recomenda a estudantes que respondam de 5 a 10 questões sobre um assunto antes de começar a estudá-lo. Deixar de fazer intervalos é uma armadilha, de acordo com ele. O momento da pausa não é algo fixo e vai depender do nível de fadiga e desgaste mental. “Pare quando cansar, faça uma breve pausa e retome com mais energia”, diz.

Estes hábitos somados ao treinamento de leitura dinâmica que ele indica vão melhorar o rendimento nos estudos. Confira:

8 minutos diários de treinamento

Oito minutos já trazem resultados ligados à compreensão, concentração e velocidade de leitura. Mas, o treino precisa ser diário. “É possível até treinar mais tempo, por 30 minutos ao dia, dividindo-os em ciclos de 10 minutos”, diz.

A indicação é dividir o tempo dedicado ao treino para realizar dois exercícios, alternadamente.

1. EMO: exercício da musculatura ocular


Erga os dedos das mãos na altura dos olhos, dando 30 centímetros de distância entre uma mão e outra. “Você pode segurar um livro entre as mãos apenas para servir como régua e distanciar adequadamente as suas mãos”, indica.


Baixe gratuitamente os toques do metrônomo disponíveis no site da Sou Genius para começar o treino. “A cada toque, olhe para a ponta de um dos dedos. Simples assim. Use toques cada vez mais rápidos quando sentir facilidade o realizar os exercícios”, diz. Os toques são apenas recursos para ditar o ritmo da prática do EMO e não são indicados para estudar.

2. EO1: exercício ocular um

O material deste exercício é uma folha com 80 palavras distribuídas em uma tabela de 20 linhas e quatro colunas. Levante-a até que a parte de cima fique à altura dos olhos. Ao toque do metrônomo, tente ler as quatro palavras de cada coluna na primeira linha da tabela.

Com o segundo toque desça o olhar para a linha debaixo e prepare-se para ler as quatro próximas palavras assim que o próximo soar. “Note que no início você não vai conseguir ler as quatro palavras de cada linha, mas com o treinamento haverá evolução e você vai conseguir ler cada vez mais palavras”, diz Lima.

Os resultados, segundo o especialista, serão notáveis com a prática diária destes dois exercícios. Veja uma aula gratuita de Felipe Lima no Youtube:

Ver vídeo:

Leitura Dinâmica - Avançado (Aula 1)

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/2-exercicios-eficientes-para-treinar-leitura-dinamica

CARREIRA ... As dicas para nunca mais errar ao usar o verbo assistir

As dicas para nunca mais errar ao usar o verbo assistir

Editado por Camila Pati, deEXAME.com

* Escrito por Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa e autor gramatical 
Apesar de estarmos em julho (mês de descanso para muitos profissionais), há excelentes oportunidades nos atuais concursos públicos: Bombeiros - DF; Câmara Legislativa - DF; Delegado - PA; Polícia Militar - CE.
Em se tratando de Língua Portuguesa, é fundamental o estudo sobre a regência do verbo assistir. Vejamos algumas dicas:
ASSISTIR
No sentido de presenciar ou comparecer, exige a preposição "a". É, assim, verbo transitivo indireto.
"Ele assistiu ao espetáculo."
"Os fiéis assistiram à missa."
Como os verbos transitivos indiretos não admitem a famosa voz passiva, não é permitido dizer que "o jogo foi assistido". Prefira as formas "o jogo foi visto, foi presenciado".
Ademais, por ser indireto, também rejeita as formas pronominais "o, a, lo, la, os, as, los, las". Em outras palavras, também não se deve dizer ou escrever:
"Perdi a corrida, mas não queria assisti-la."
A forma correta é:
"Perdi a corrida, mas não queria assistir a ela."
É também curioso que o verbo assistir, com a preposição "a", pode ainda equivaler a "favorecer, caber, pertencer". Nesse sentido, admite sim o pronome "lhe":
"Não assistia direito algum aos reclamantes."
"Não lhes assistia direito algum."
Por fim, quero enfatizar as ótimas oportunidades no Serviço Público. Para chegar lá, dedique-se à escrita; tenha boas obras gramaticais; tenha questões de concursos anteriores comentadas; estude em um bom curso preparatório.
Um grande abraço, até a próxima e siga-me pelo Instagram!
Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa
Autor Gramatical pela Editora Saraiva
Tópicos: Dicas de PortuguêsGramática
http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-dicas-para-voce-nunca-mais-errar-ao-usar-o-verbo-assistir

Uma regra simples para saber usar a crase

Uma regra simples para saber usar a crase

Editado por Claudia Gasparini, deEXAME.com

Na última semana, separei algumas manchetes para que, hoje, pudesse comentar sobre o uso do acento grave. Analisemos:

“Carta de renúncia deve ser encaminhada à Diretoria”

“Verba direcionada à Educação”

“O pedido de análise já foi enviado à Câmara”

A compreensão sobre o uso do acento grave está em sua “indicação de duas palavras”. O acento grave vale por dois termos.

Note, por exemplo, como “à” pode ser substituído por “para a” – sem que haja alteração alguma de sentido:

“Carta encaminhada para a Diretoria”

“Verba direcionada para a Educação”

“Pedido enviado para a Câmara”

Quando essa substituição (por PARA A) não for possível, o acento grave (em A) não existirá e será apenas prepositivo:

“Carta encaminhada a você”

“Verba direcionada a todos os artistas”

Entendida essa “validade por dois”, vale a pena estudar os casos que envolvem “moda” (como em "à francesa", "à brasileira" etc.); as famosas locuções adverbiais femininas (como em "à medida que", "à zero hora", "às vezes" etc.); os três casos clássicos facultativos. Falaremos desses assuntos em outra oportunidade.

Um grande abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva



http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/uma-regra-simples-para-saber-usar-a-crase

Cinco (5) tópicos de português indispensáveis para todo concurseiro

Cinco (5) tópicos de português indispensáveis para todo concurseiro

Editado por Camila Pati, deEXAME.com

Escrito por Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa do Damásio Educacional

Após o Carnaval, certamente virão excelentes oportunidades no mundo dos concursos públicos. Quanto à nossa Língua, listo hoje importantes pontos gramaticais:

1. NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

A partir deste ano, só valerão as novas regras ortográficas e o examinador deve questionar sobre o princípio das mudanças em relação a alguns paroxítonos e em relação ao uso do hífen. Note que "ideia", "estreia", "creem", "enjoo" justificam-se (sem o acento gráfico), por respeito à regra dos paroxítonos.

Sobre o hífen, "pôr do sol", "pé de moleque", "dia a dia" (em função da existência do conectivo) perdem o bendito sinal.

2. PRONOMES
Os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos) jamais devem iniciar orações, frases, mensagens.

Caso haja alguma expressão negativa (indefinida), são atraídos para antes do verbo. Veja os exemplos: "Não me julgue." e "Nada o desanima.".

3. VERBO

As bancas examinadoras mais tradicionais costumam cobrar o uso normativo do verbo haver, no sentido de existir. Lembre-se: é invariável. Frases como "Houveram desistências." ou "Devem haver propostas." representam grave desvio em relação à língua-padrão.

4. CONJUNÇÃO

Procure fazer uma lista com as conjunções mais "perigosas". É sempre frequente o CESPE afirmar que "conquanto" é sinônimo de "porquanto". Jamais! Conquanto é "apesar de que", "mesmo que"; porquanto é "porque".

5. VÍRGULA

O bom uso da vírgula está condicionado a uma boa visão sintática. Em nossa Língua, as orações pautam-se - na ordem direta - pela relação sujeito-verbo-complemento.

Tal estrutura, de S-V-C, não deve fazer uso de vírgula isolada. Em outras palavras: entre sujeito e verbo (e entre verbo e complemento), não se usa vírgula.


Um grande abraço e até a próxima,
Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva


http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-topicos-de-portugues-indispensaveis-para-todo-concurseiro

Dez (10) dicas para se dar bem em português num concurso público

Dez (10) dicas para se dar bem em português num concurso público

Editado por Claudia Gasparini, deEXAME.com
Com a suposta crise dos concursos públicos, alguns candidatos têm me procurado com diversos questionamentos. Que fazer agora? Como estudar?

Por mais que um ou outro concurso não seja autorizado pelo governo, não há possibilidade de extinção dos processos seletivos.

A questão é ficar antenado e preparar um calendário de estudos para o próximo ano. Afastar-se de curso preparatório é um grande risco.

Na vida de um atleta profissional, por exemplo, é levada em consideração a seguinte estrutura: técnico, academia, equipamento de treino e competição, nutrição, patrocinadores, planilha de treino semanal, calendário de competições. Somam-se a isso recuperação muscular, psicológica e o sono proveitoso.


Geralmente, peço para que o concursando reflita sobre essa rotina de um atleta profissional e procure planejar um ano com bons resultados.


Com a carreira definida, é fundamental ter o seguinte para o bom desempenho em Língua Portuguesa:

1º Mantenha um acervo com cinco ou mais obras gramaticais voltadas a concursos públicos;

2º Tenha à mão obras com milhares de questões comentadas, das provas de concursos anteriores. Pode-se também organizar um HD externo com centenas de provas anteriores;

3º Tenha, no mínimo, um bom dicionário impresso (novo, cheiroso, de edição atualizada);

4º Redija semanalmente, no mínimo, três bons textos dissertativos-argumentativos, sobre temas de sua carreira. Exemplo: quem opta pela carreira policial deve redigir sobre temas da segurança pública, sociologia e atualidades.

5º Assista a aulas presenciais e a distância, com professores-autores;

6º Aprimore o conhecimento literário, cinematográfico, artístico. Para se compreender bem um texto de prova, é necessário ver o detalhe e a arte evolui qualquer mente;

7º Leia blogs de articulistas conhecidos;

8º Tenha acesso a podcasts jurídicos ou jornalísticos;

9º Procure usar as mídias sociais para espalhar conteúdo pautado por boas referências bibliográficas;

10º Dentro do possível, assista a palestras de candidatos aprovados. Espelhe-se em quem já passou pela vida de concursando.

Um concursando profissional assemelha-se muito ao atleta profissional; a seriedade, a disciplina são idênticas. Com bons técnicos e boa estrutura, o resultado é certo.

Um grande abraço, até a próxima e siga-me pelo Twitter!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa – Damásio Educacional
Autor Gramatical pela Editora Saraiva

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10-dicas-para-se-dar-bem-em-portugues-num-concurso-

Como é uma redação com nota praticamente máxima em concurso

Como é uma redação com nota praticamente máxima em concurso

Jovem escrevendo: "em um concurso público, seja simples, direto ao ponto"
Editado por Camila Pati, deEXAME.com

* Escrito por Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa do Damásio Educacional

Como é uma redação com a nota praticamente máxima, em um concurso público? Com a alta concorrência, objetividade e adaptação ao tema são critérios muito valorizados pela banca examinadora.

Em recente prova, diante da cobrança do tema ACESSO AO DOCUMENTO DE IDENTIDADE E EXERCÍCIO DA CIDADANIA, um candidata assim inicia o texto:

“Direitos e deveres compõem a cidadania. Tais aspectos são passíveis de controle pelo Estado. Para garantir o acesso aos direitos fundamentais existentes na Carta Magna, o indivíduo necessita se transformar em ser juridicamente existente, material. Essa prerrogativa se torna palpável com a emissão do documento de identidade.”

Nota-se nessa introdução textual a adequação ao tema, o uso de palavras-chaves ligadas ao tema proposto e o reforço da tese com “Essa prerrogativa se torna palpável com a emissão do documento de identidade”. Escritora simples e direta – examinadores admiram tais características.

Visando à ilustração dos argumentos, no primeiro parágrafo do desenvolvimento, a candidata usa exemplo concreto:

“Em tempos recentes, o poder público se deslocava até povoados em áreas rurais realizando plantões para conceder documentação básica. Com a transformação histórica enfrentada pelo Brasil, a população migrou para a cidade. Diante disso, o indivíduo consegue com mais facilidade se encaminhar para os locais de emissão de documento de identidade.”

Apesar de esquecer vírgula antes do gerúndio “realizando”, o parágrafo demonstra desenvoltura vocabular e ideológica. Sempre deixo claro aos meus leitores: ilustrem a argumentação, usem exemplos concretos, como em “(...) o poder público se deslocava até povoados em áreas rurais(...)”. Além disso, valoriza-se muito o uso de referências bibliográficas de peso, como nomes de autores ou obras ligados à temática proposta.

No momento da conclusão, do fechamento do texto, além do reforço da tese, pode-se também apresentar uma “solução do problema” (caso exista). Vejamos:

“Assim, o acesso ao documento de identidade transforma a vida e suas relações. Além de fornecer subsídios de controle, regulamentação e gestão governamental. É o que garante ao indivíduo sua capacidade de existir, responder pelos seus atos e usufruir do que lhe é dado.”

Gramaticalmente, não havia a necessidade do uso de ponto antes de “Além” – bastava vírgula.

Do ponto de vista semântico, conclusão consciente em relação aos parágrafos anteriores e complemente adaptada à importância do documento de identidade e o exercício da cidadania.

Em um concurso público, seja simples, direto ao ponto, seguindo os preceitos da língua-padrão.

Um abraço e até a próxima! Estou no Twitter!

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-e-uma-redacao