Sempre na minha mente e no coração...

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Corcovado ou Cristo Redentor, lindo !!!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"O DOCE SABOR DE UMA MULHER DESLUMBRANTE"



O DOCE SABOR DE UMA MULHER DESLUMBRANTE

Uma mulher deslumbrante
não é aquela que mais
homens tem a seus pés.

Mas sim aquela que tem
apenas um que a faça
realmente feliz.

Uma mulher formosa não
é a mais jovem.
Nem a mais frágil, nem aquela
que tem a pele mais sedosa ou
o cabelo mais chamativo.

É aquela que com apenas
um sorriso franco e aberto
e um bom conselho pode
alegrar-te a vida.

Uma mulher de valor não,
é aquela que tem mais
títulos ou cargos acadêmicos,

E sim aquela que sacrifica
seus sonhos temporariamente
para fazer felizes os demais.

Uma mulher deslumbrante não
é aquela mais ardente e sim a
que vibra ao fazer amor somente
com o homem que ama.

Uma mulher deslumbrante não
é aquela que se sente adulada
e admirada por sua beleza e
elegância,

E sim aquela mulher firme
de caráter.
Que pode dizer "Não".

E um Homem...

Um homem deslumbrante
é aquele que valoriza uma
mulher assim...

Que se sente orgulhoso de
tê-la como companheira...

Que sabe acariciá-la como
um músico virtuoso toca
seu amado instrumento...

Que luta a seu lado compartilhando
todas as suas tarefas, desde lavar
pratos e preparar a mesa, até
devolver as massagens e o carinho
que ela te proporcionou antes.

A verdade, companheiros homens
é que as mulheres com mania de
serem "mandonas" não levam
vantagens...

Que tolos temos sido e somos
quando valorizamos um presente
somente pela vistosidade do pacote...

Tolo e mil vezes tolo o homem que
come sobras na rua, tendo um
deslumbrante manjar em casa!

Esse texto é para as mulheres
deslumbrantes para reforçar
sua auto-estima e para os homens
para que meditem sobre isto.


 Boa Noite!!! Para todos...

Conquiste o abdômen dos sonhos...


Truques de alimentação e dicas de rotina podem ajudar a perder gordura na região abdominal 

10 passos para eliminar a barriga

Para a maioria das mulheres, o corpo perfeito se resume a um abdômen sequinho. Estar acima do peso nem sempre abala tanto quanto uma barriguinha avantajada. De acordo com a endocrinologista Carolina Mantelli Borges, da Clínica de Especialidades Integrada de São Paulo, controlar o aparecimento da chamada “pochetinha” não é tão difícil quanto parece. A médica conta os 10 truques que dão suporte à perda de gordura na região da barriga.



1. Evite o consumo de carboidratos depois das 19 h. Na verdade, o que irá importar aí será a quantidade ingerida, e não o carboidrato propriamente dito. O que acontece nesse período é que nosso organismo não estará necessitando de tanta energia quanto durante o dia, e estará preparando-se para dormir. Então o excesso de carboidratos neste período será armazenado e convertido em gordura.Por isso, esqueça aquele lanchinho de bolachas ou bolinhos antes de dormir! Que tal trocar por uma fruta ou um iogurte? (Foto: Thinkstock)


2. Mastigar bem os alimentos facilita a digestão e impede um fluxo maior de sangue, que distende o abdômen e provoca o “efeito estufa”. (Foto: Thinkstock)


3. O ideal é não ingerir líquidos em excesso durante a refeição. Além de dilatar o estômago, pode interferir na acidez gástrica, que por sua vez irá prejudicar a absorção de nutrientes, vitaminas e minerais, podendo ocorrer má digestão, fermentação e formação de gases. (Foto: Thinkstock)

4. Coma e faça lanchinhos saudáveis mais vezes durante o dia.  Isso ajuda a diminuir o tamanho das porções de comida que você ingere normalmente, irá lhe dar maior saciedade e irá contribuir para um melhor funcionamento de seu metabolismo. Mastigue bastante e não tenha pressa para engolir. A velocidade com que comemos manda certa quantidade de ar junto com o alimento, o que pode acarretar também no aparecimento da barriguinha. 
(Foto: Thinkstock)
5. Acrescente mais fibras ao prato: elas colaboram com a digestão e mantêm sua saciedade e níveis glicêmicos por mais tempo. As verduras e alimentos integrais favorecem o bom funcionamento do intestino. Elas podem ser encontradas nas frutas, hortaliças, granola, aveia, linhaça, entra outros. Mas não exagere na quantidade, podem causar inchaço pela produção de gases e aumento do bolo fecal. Quanto mais fibras, mais água você terá de beber para não ter esse efeito. (Foto: Thinkstock)

6. Beba bastante água de 30 a 40 minutos antes e depois das refeições. O mínimo de água exigido pelo corpo é de dois litros por dia. Poupe tomar bebidas gaseificadas: elas dilatam a barriga e ainda contribuem para a retenção de líquidos, devido à grande quantidade de sódio em suas formulas, causando inchaço. (Foto: Thinkstock)
7. Não consuma alimentos muito salgados. Eles provocam retenção de líquido, que dá a aparência de barriga inchada. Fique atenta aos molhos prontos para temperar saladas, sopas de saquinho, refrigerantes, azeitonas e condimentos na comida. (Foto: Thinkstock)
8. Faça exercícios. A corrida é uma ótima aliada no quesito perder circunferência. Ele tonifica os músculos do corpo, libera o stress e aumenta a circulação sanguínea. (Foto: Thinkstock)
9. Invista nos chás. Alguns deles ajudam na digestão e possuem efeito diurético. Beba pelo menos de três a quatro xícaras por dia. Prefira tomá-los sem açúcar. O chá-verde acelera o metabolismo e ainda auxilia na queima de gordura. (Foto: Thinkstock)
10. Durma em média de seis a oito horas por noite. Ter um bom descanso é essencial para manter a saúde. Se o corpo não tem uma pausa, acaba solicitando mais alimentos para se manter bem. O apetite aumenta juntamente com a ansiedade e acaba criando a necessidade de comidas mais gordurosas.
(Foto: Thinkstock)



UMA ADVERTÊNCIA PARA TODOS...

Muito sal pode provocar demência

Por conta dos efeitos no cérebro, comer muito sal pode provocar demência. O alerta dos médicos visa principalmente aquelas pessoas que comem muito sal, e não praticam exercícios. O declínio da capacidade mental, a médio e longo prazo, pode resultar em degeneração da função cerebral.
Na prática, comer mais que uma colher de chá de sal por dia, pode resultar, ainda, em Doença de Alzheimer.
É ampla a divulgação de que o sal faz mal para o corpo humano, mas as maiores indicações até então eram de malefícios que prejudicavam o funcionamento do coração.
Com o novo estudo feito por pesquisadores no Canadá, ficou comprovado que também deteriora a saúde do cérebro.
Uma das pesquisadoras no estudo, a médica Alexandra Fiocco, afirmou que a ingestão elevada de sódio combinada com o sedentarismo, retarda o funcionamento cognitivo do cérebro, principalmente nos idosos.
O consumo é elevado sempre que ultrapassa 3 mil miligramas ao dia. Para ter uma ideia mais concreta, basta saber que todas as vezes que se come 3 pacotes de batata frita, ou 3 hambúrgueres, a quantidade aceitável é ultrapassada.
A médica canadadense, Carol Greenwood, da Universidade de Toronto, que é estudiosa de condições degenerativas do cérebro, vê neste resultado uma excelente forma de chamar a atenção das pessoas para a importância de manter uma dieta equilibrada.
A especialista recomenda maior ingestão de frutas e verduras, e menor quantidade de alimentos processados.

Ficou por avaliar, ainda, qual é exatamente o lugar onde ocorre a ação do sal, ou em qual parte do cérebro atua mais diretamente, para que cause a demência.
No grupo de pessoas que participou no estudo, os pesquisadores utilizaram uma ferramenta usada para diagnosticar a Doença de Alzheimer. E foi conduzido no decorrer de 3 anos, em 1.262 pessoas, com idade entre 67 e 84 anos, em homens e mulheres.

Assunto é "MEDITAÇÃO"...


Meditação do coração

A meditação do coração pode ser realizada por qualquer pessoa, e seus benefícios serão tanto para ela como em seu relacionamento com os outros, fazendo com que o amor que ela tem para brindar seja mais genuíno e preparando a alma para receber mais afeto.
Para começar é preciso massagear o peito durante alguns minutos.
O peito deve estar relaxado e distendido, e nós também temos que nos sentir suaves e relaxados. Então, quando o peito estiver preparado, adotamos nossa postura mais confortável e começamos a meditação.
Quando você estiver meditando, sua inalação e sua exalação devem ser profundas. Ao inalar, encha o peito de ar para depois relaxar-se durante a exalação, fazendo que o ar saia tanto pelo nariz como pela boca.
Agora focalize-se no centro do peito. É seu coração o que centra sua atenção, e ao mesmo tempo o órgão fundamental do seu corpo. Imagine que você está respirando desde o coração, recebendo a energia divina ao inalar, harmonizando nosso corpo e colocando para fora o desarmônico na exalação.
É muito importante que você se deixe levar pelos sentimentos que comecem a surgir durante o processo, atendendo sempre aos latidos do seu coração.
Com uns 15 minutos desta meditação do coração por dia você já poderá aproveitar os seus benefícios e sentir-se muito melhor.
Melhorando sua memoria com a meditação
Já temos incursionado m técnicas orientais como o ioga, e temos falado dos benefícios obtidos ao incorporar mais desses costumes como a acupuntura; estávamos ficando no deve com mais incorporações aos tópicos de OutraMedicina e por isso hoje vamos adicionar os papos sobre meditação.

A meditação é uma disciplina mental pela qual tenta-se chegar além da reflexão, da mente “pensante” até um profundo estado de relaxamento ou consciência. A meditação comummente envolve voltar a atenção para um único ponto ou referência. Ela é um componente em diversas religiões e tem sido praticada desde a antiguidade mas ela também é praticada fora do âmbito religioso. Praticá-la não requer que você siga determinada religião.
Além de ser uma das mais efetivas técnicas de relaxação, a meditação é um ótimo exercício para a sua mente, em todas as suas possibilidades. Os benefícios da meditação vão além do espiritual, manifestando-se diretamente sobre a saúde do seu corpo e da sua mente.
Por exemplo, a meditação constitui um magnífico tratamento para a memória visual, segundo um grupo de pesquisadores da Universidade George Mason de Fairfax; eles trabalharam com dois tipos  de meditação para melhorar a memoria, obtendo resultados significativos.
meditação budista, que consiste na visualização de uma deidade, e a meditação aberta, que consiste em ter a mente em branco e não concentrar-se em nenhum tipo de imagem em particular.
Os resultados da pesquisa mostraram que o primeiro tipo de meditação melhorava notavelmente a memoria visual naquelas pessoas que tinham-a praticado, o qual ficou certificado em variados testes de memoria.
Com isto, a meditação posiciona-se como um possível tratamento contra a perda da memória, que em muitos casos, como no do  alzheimer pode chegar a ser fatal.
Benefícios da meditação
Começamos nesta semana a falar sobre a meditação, e mais especificamente da meditação como uma ajuda à sua memória. Hoje iremos falar dela em um sentido mais amplo do que mencionado anteriormente, para poder ver alguns benefícios da meditação. O que já posso ir lhes contando é que não é somente até aqui que falaremos dela, esta arte é tão rica que iremos precisar vários post para compreendê-la.
A meditação é uma prática milenária que tem transcendido a história e as culturas, sendo hoje um dos pilares da forma de vida no oriente. Os benefícios da meditação são tão reais como individuais, e manifestam-se de diversas maneira segundo cada individuo. Se você tem praticado meditação ou está pensando em fazê-lo, este post é ideal para lhe informar quais os benefícios da meditação; continue após o pulo.
A meditação é uma prática que poderá lhe abrir a mente a novas experiencias e tal vez a um novo mundo, uma nova forma de ver e apreciar as coisas ao seu redor e valorizá-las um pouco mais.
Tomar-se uns 20 minutos ao dia para meditar podem lhe ajudar muito a reduzir o stress, a conseguir a relaxação que você procura e a manter controlados os seus níveis de ansiedade.
Meditar com constância lhe permitirá descobrir uma faceta emocional que você não conhecia, além de manter em você uma constate sensação de bem-estar e conformidade. Também irá lhe permitir desligar-se das exigências materiais que o mundo atual lhe traz.
Como melhorar o humor com a meditação
Faz pouco tempo foi publicado uma pesquisa no Journal of Alternative and Complementary Medicine, na qual destacaram os efeitos das sessões de meditação Seti para melhorar o humor das pessoas.
Na pesquisa trabalharam com 82 estudantes que jamais tinham praticado meditação. Lhes pediram que fizessem 3 sessões semanais de meditação de Atenção Plena de uns 20 minutos cada uma, para assim observar o efeito que ela tinha sobre os estados de ânimo dos pacientes.
Após a finalização do estudo, os resultados mostraram que os estudantes tinham experimentado notáveis melhoras no seu humor, estando mais relaxados e felizes do que antes de começar o estudo.
Além disso também comprovaram que a meditação Seti melhora o ritmo cardíaco e alivia a fadiga em alguns casos.
A meditação do sorriso interior
Um sorriso verdadeiro transmite energia amorosa e tem o poder de curar e reconfortar.Aprendendo a sorrir interiormente aos seus órgãos, você pode fazer que todo o seu corpo se sinta amado e apreciado. Este é um jeito muito poderoso de contra-atacar o stress e a tenção.

Nesta meditação você irá sentir a energia fluindo ao longo do seu corpo inteiro com grande força.
1 Sente-se na borda de uma cadeira com suas mãos apertadas e seus olhos fechados.
2 Comece o Sorriso Interior imaginando na sua frente um rostro radiante e sorridente.
Imagine uma energia em espiral vindo até o meio das suas sobrancelhas.
4 Levante ligeiramente os cantinhos da sua boca.
Sinta um frescor nos seus olhos para atrair e absorver a morna energia. Inale a energia entre suas sobrancelhas e faça-a um espiral.
6 Sorria à sua glândula timo e ao seu coraç4ao. Sinta o coração abrindo-se com amor, alegria e felicidade.
7 Agora sorria aos seus órgãos: pulmões, fígado, pâncreas, rins e órgãos sexuais e reprodutores. Agradeça-lhes pelo seu trabalho.
Volte sua atenção aos seus olhos. Crie um sorriso grande e atraia mais energia espiral.
9 Sorria ao seu tracto intestinal: esôfago, estômago, ambos intestinos, vesícula biliar e uretra.
10 Novamente volte sua atenção aos seus olhos e crie um sorriso grande e atraia mais energia espiral.
11 Sorria ao seu cérebro, seu hipotálamo e glândulas pineais. Sorria à sua coluna vertebral.
12 Volte sua atenção aos seus olhos.
13 Sorria para todo seu corpo.
14 Colete a energia no centro do seu umbigo. Começando pelo umbigo, os homens devem expirar a energia no sentido das agulhas do relógio, dando 36 voltas. Quando tiverem completado de expirar as voltas, inspire mais 24 voltas em sentido contrário às agulhas do relógio; finalize coletando a energia no umbigo.
As mulheres devem fazer o mesmo, mas devem expirar a energia no sentido contrário às agulhas do relógio e inspirá-la no sentido das agulhas do relógio.

MEDITAÇÃO E AMOR - Osho

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fonte imagem: sobrebudismo.com.br

MEDITAÇÃO E AMOR - Osho

Toda a vida é feita de polaridades: positivo e negativo, nascimento e morte, homem e mulher, dia e noite, verão e inverno. Toda a vida consiste em opostos polares. 
Mas esses opostos não são apenas polares, são também complementares. 
Eles se ajudam um ao outro, dão apoio um ao outro.



Esta é a polaridade máxima: meditação significa a arte de estar sozinho e amor significa a arte de estar junto. 
A pessoa completa é aquela que conhece ambas as artes e é capaz de se mover de uma para a outra com a maior facilidade possível. E exatamente como a inspiração e a expiração - não há dificuldade. Elas são opostas - quando vocês inspiram o ar, é um processo; quando expiram o processo é exatamente o oposto. No entanto, inspiração e expiração formam uma respiração completa.
Na meditação, vocês inspiram; no amor, expiram. Com o amor e a meditação juntos, sua respiração estará completa, inteira, total.

Durante séculos, as religiões tentaram atingir um pólo com a exclusão do outro. 
Existem religiões de meditação como, por exemplo, o jainismo e o budismo são religiões meditativas, estão enraizadas na meditação. 
E existem religiões bhakti, religiões de devoção: o sufismo, o hassidismo - que estão enraizadas no amor. 
A religião baseada no amor precisa de Deus como o 'outro' a quem amar, a quem rezar. 
Sem um Deus, a religião de amor não consegue existir, é inconcebível vocês precisam de um objeto de amor. 
Porém, uma religião de meditação consegue existir sem o conceito de Deus; essa hipótese pode ser descartada. 
Por isso o Budismo e o Jainismo não acreditam em Deus algum. 
Não há necessidade de um outro. 
A pessoa tem apenas que saber como ficar só, como permanecer silenciosa, como ficar quieta, como estar absolutamente calma e quieta dentro de si mesma.
O outro tem que ser completamente abandonado, esquecido. Por isso, essas são religiões atéias. 

Quando pela primeira vez os teólogos ocidentais entraram em contato com as literaturas budistas e jainistas, eles ficaram bastante confusos: como chamar de religião a essas filosofias atéias? 
Poderiam ser chamadas de filosofias, mas como chamá-las de religião? 
Isso era inconcebível para os teólogos, pois as tradições judaico e cristã consideram que, para alguém ser religioso, Deus é a hipótese mais fundamental. 
A pessoa religiosa é aquela temente a Deus, mas os budistas e jainistas dizem que não existe Deus; Assim a questão de temer a Deus não existe. 

No Ocidente, durante milhares de anos, pensava-se que a pessoa que não acreditava em Deus era um ateu, não era uma pessoa religiosa.
Mas Buda era ateu e religioso. Essa idéia soava muito estranha para os ocidentais porque eles nem sequer imaginavam que existiam religiões que tinha como base a meditação.
E o mesmo é verdadeiro para os seguidores de Buda e Mahavira. 
Eles riem da tolice das outras religiões que acreditam em Deus, porque essa idéia como um todo é absurda. É apenas fantasia, imaginação, nada mais; é uma projeção. 
Mas para mim, ambas são, ao mesmo tempo, verdadeiras.
Minha compreensão não está baseada em um único polo; minha compreensão é fluida. 
Eu saboreei a verdade de ambos os lados: eu amei totalmente e meditei totalmente. 
Esta é a minha experiência: a de que uma pessoa está completa só quando conhece os dois polos. 
Senão, ela é apenas uma metade; algo fica faltando nela. 
Buda é uma metade Jesus também. 
Jesus conhecia o que é o amor, Buda conhecia o que é a meditação; mas, se eles se encontrassem, seriam impossível se comunicarem entre si. 
Um não compreenderia a linguagem do outro.
Jesus falaria sobre o reino de Deus e Buda começaria a rir: 'Que absurdo é esse que você está dizendo? 
O reino de Deus?' Buda diria apenas: 
'Cessação do eu, desaparecimento do eu'. 
E Jesus: 
'Desaparecimento do eu? Cessação do eu? Isso é cometer suicídio, o suicídio máximo.
Que espécie de religião é essa? Fale do Eu Supremo!'
Um não entenderia as palavras do outro. Se alguma vez eles tivessem se encontrado, precisariam de um homem como eu como intérprete; caso contrário não haveria comunicação entre eles. 
Eu teria de interpretar de tal maneira que acabaria sendo infiel a ambos! 
Jesus falaria em 'reino de Deus', que eu traduziria por 'nirvana' então Buda poderia entender. 
Buda diria 'nirvana' e, para Jesus, eu diria 'reino de Deus'  então ele poderia compreender.

Agora a humanidade precisa de uma visão total. 
Nós já vivemos com visões parciais por muito tempo. 
Essa foi uma necessidade do passado, mas agora o homem amadureceu. 
Os meus sannyasins têm de provar que podem meditar e rezar ao mesmo tempo; que podem meditar e amar ao mesmo tempo; que podem estar tão silenciosos quanto possível e que podem celebrar e dançar tanto quanto possível. 
Seu silêncio tem de se tornar a sua celebração, e sua celebração tem que se tornar o seu silêncio. 
Eu lhes dei a tarefa mais difícil que já foi dada a um discípulo, porque esse é o encontro dos opostos. 
E nesse encontro, todos os outros opostos vão se fundir e tornar-se um: Oriente e Ocidente, homem e mulher, matéria e consciência, este mundo e o outro mundo, vida e morte. 
Todos os opostos vão se encontrar e fundir-se por meio desse encontro, pois essa é a polaridade máxima; ela contém todas as polaridades.
Esse encontro criará um novo ser humano Zorba, o Buda. Esse é o nome que eu dou ao novo homem. 
E cada um dos meus sannyasins precisa fazer todos os esforços possíveis para se transformar nessa liquidez, nesse fluxo, de modo que os dois polos façam parte deles. 

Assim, vocês terão sentido o gosto da totalidade. 
E conhecer a totalidade é o único meio para se conhecer o que é o sagrado. 

"Não há outro meio"

Quando falta algo para ser feliz - Bel Cesar

fonte imagem: jemqs.tumblr.com

Quando falta algo para ser feliz 

Bel Cesar

Quem não conhece a sensação de que falta algo para ser feliz? 
Um sentimento de estar suspenso, à espera de poder se soltar e sentir um grande alívio. 
É como se nos faltasse uma longa expiração, capaz de nos relaxar a ponto de nos sentirmos profundamente enraizados, seguros em nosso mundo interior. 


Falando assim, pode até parece que o sentimento de completude seja semelhante ao processo da morte: afinal, se não fosse mais preciso nos esforçarmos para ir atrás de nada, poderíamos nos entregar e nos sentirmos completos, como uma missão cumprida com um final feliz. 
Escutei de um paciente que tentou se suicidar que esta era sua intenção finalmente se entregar, mas que conforme começou a sofrer viu logo que as coisas não eram bem assim... 
Pois a sua angústia continuava presente durante toda sua tentativa de morrer. 

A morte nas telas do cinema muitas vezes é mostrada assim:
após um longo suspiro, a pessoa morre como se entrasse suavemente num sono profundo, onde, finalmente, estivesse em paz. 


Em nossa sociedade cristã, associamos a morte à paz eterna. Esta é uma visão que pode nos ajudar a aceitar nossa própria morte e a daqueles que amamos. Mas, este não é o ponto sobre o qual iremos nos apoiar nesta reflexão. 

Pois, para muitos, estar diante do processo de morte é uma vivência de entrega sofrida, onde soltar-se é uma experiência tão desconhecida quanto a de se sentir completo e satisfeito.


Gangchen Rinpoche certa vez nos falou sobre este sentimento de incompletude: "Frequentemente, sentimos falta de algo quase imperceptível, algo que não é mental, intelectual. 

Até mesmo nas situações privilegiadas, em que pensamos estar satisfeitos, logo surge esse sentimento sutil de que algo nos falta. 
Temos, então, a prova de que a vida material não é suficiente, e saímos em busca de algo mais espiritual.
"Esse algo que nos falta é tocar nosso próprio potencial de paz".


A paz, segundo o Budismo, é uma manifestação natural da mente, por isso encontra-se sempre pronta e disponível. Os mestres budistas nos estimulam a compreender que aquilo que estamos procurando fora de nós se encontra em nosso interior. Neste sentido, procurar a paz fora de nós pode nos levar para mais longe dela. É como se nos desesperássemos para chegar a algum lugar, quando não há lugar nenhum para ir. 


A paz não é algo que podemos compreender com um raciocínio lógico, isto é, por meio de conceitualizações.
Por isso, não é possível idealizá-la, apenas reconhecê-la.


A boa notícia é que não precisamos mais esperar por algo que nos fará finalmente inteiros e felizes. Para tanto, podemos desde já reconhecer os estados de calma de nossa mente como nosso melhor patrimônio.


Lama Gangchen nos lembra: 
"Nosso problema é que não sabemos reconhecer a positividade. 
Primeiro, é preciso reconhecer a paz interna, para depois desenvolvê-la, senão a perderemos novamente".


Este é o primeiro passo: 
reconhecer a presença de uma mente satisfeita. 
Podemos começar apenas identificando este estado mental no momento em que vamos dormir, quando aliviamos a sede ao tomar um copo d´água, quando refrescamos o corpo quente com um banho de água fresca, quando nos sentimos em sintonia com o olhar de uma outra pessoa, com a cena de um filme ou com nossa própria respiração.


Pode parecer simples demais, mas a lógica do Budismo é bem clara: o efeito dos estados mentais é semelhante àquele cultivado. Ou seja, só paz gera paz. Neste sentido, a insatisfação em si nunca pode se tornar satisfação, assim como a tristeza não se transforma naturalmente em felicidade. 


Por isso, Lama Yeshe nos fala:
"Não podemos esperar atingir nossa meta de felicidade universal e completa ficando sistematicamente mais tristes. Só com o cultivo, hoje, de pequenas experiências de calma e satisfação, é que seremos capazes de atingir nossa meta última de paz e tranqüilidade no futuro".


Ao aprender a reconhecer nossa mente de paz e satisfação estaremos treinando a confiança em nosso potencial de entrega e relaxamento. 

Quem sabe assim, estaremos também mais preparados para aceitar o processo da morte como uma experiência de grande relaxamento!


Bel Cesar é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano. 
Email: belcesar@ajato.com.br